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Esta manhã, ao chegarmos à nossa mensagem, faremos uma digressão de 1 Coríntios, porque quero compartilhar com vocês uma mensagem que talvez precisássemos compartilhar há muito tempo. Como você bem sabe, tenho um grande amor pela igreja, não apenas pela Grace Community Church, mas pela igreja de nosso Senhor Jesus Cristo em geral. Tenho um grande amor pelos homens de Deus, pelos pastores nas igrejas. Tenho um grande desejo de que a igreja seja o que Deus planejou que fosse. Lembro-me das palavras do apóstolo Paulo em Atos 20:28, onde ele disse: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”, e essa é uma responsabilidade tremendamente séria. Tenho uma grande preocupação com a igreja. E na Grace Church nos esforçamos para ser obedientes à Palavra de Deus no enquadramento das diretrizes desta igreja. Não somos tudo que Deus deseja que sejamos, mas acreditamos que temos controle sobre alguns dos princípios básicos que fazem de uma igreja o que ela deve ser.

De vez em quando, espalhados aqui e ali nos esforçamos para compartilhar com vocês essas prioridades, esses princípios básicos. Mas esta manhã eu quero reunir todos eles, e quero compartilhá-los com vocês - e isso vai levar duas semanas, esta semana e a próxima. Quero compartilhar com vocês quais são as marcas de uma igreja eficaz. Nenhuma semana - acho até que nenhum dia passa – sem que alguma outra igreja nos contate e nos peça ajuda e orientação. Eles desejam saber como Deus nos abençoou e o que fizemos para conseguir isso - e este é um ministério que continua constantemente. Há cerca de um ano ou mais lançamos um pequeno programa de liderança, e todos os exemplares se foram e estão sendo reimpressos agora. Eles estão distribuídos por todo o país porque há um grande desejo de saber quais são os princípios fundamentais de uma igreja que seja eficaz para Deus. E isso é o que quero compartilhar com você esta manhã.

Deus tem abençoado a Grace Community Church, não há dúvida sobre isso. Deus tem mostrado repetidas vezes evidências de seu poder e sua presença. As bênçãos de sua graça foram abundantemente derramadas sobre nós. Vimos pessoas sendo salvas. Vimos vidas mudadas. Vimos lares reconstruídos. Vimos cristãos amadurecendo; nós os vimos reproduzindo-se. Vimos pessoas vindo de muitos lugares para fazer parte da Grace Church. Há algo aqui que Deus está fazendo, que Deus está abençoando. E eu realmente sinto no meu coração que talvez tudo o que já vimos seja apenas o prólogo para o que o Senhor ainda poderá fazer e o que fará se ele ainda demorar. E as pessoas dirão: “Por que isso está acontecendo lá? Nossa igreja tem as mesmas Escrituras, o mesmo Espírito Santo, o mesmo Senhor Jesus Cristo, e não parece que muita coisa esteja acontecendo em nosso meio. Por que isso está acontecendo lá?” Bem, talvez a melhor resposta para isso seja porque Deus é soberano e decidiu que isso acontecesse aqui, e nós somos apenas espectadores. E em certo sentido isso é verdade, não é?

Deus edifica sua igreja. Jesus edifica sua igreja; nós não. E ele a edifica da maneira que quiser, onde quiser, quando quiser, como quiser. E, no entanto, essa não é toda a história. Não é apenas Sua escolha soberana. Deve haver submissão a certos princípios que permitem que a igreja seja tudo o que o Senhor deseja que seja. Existem algumas coisas básicas. O tamanho não é a questão. Existem igrejas abençoadas por Deus e tremendamente bem-sucedidas que são muito pequenas. Existem outras igrejas que são muito grandes e não têm sucesso espiritual, ou têm muito pouco. Nunca se pode medir a vida espiritual de uma igreja por seus números. A coisa mais fácil a fazer é atrair pessoas; isso é fácil. O difícil é fazer discípulos. O tamanho não é o problema. Conferências sobre como ser grande são realizadas constantemente em toda a América. Nunca fui a uma delas, não estou interessado nisso. Quem precisa ser grande? Esse não é o problema. A questão é como fazer discípulos. Mas parece que em nossa terra estamos presos em uma ideia fixa de ver quem é a maior igreja. Esse não é o ponto; isso é irrelevante para Deus.

No entanto, existem razões pelas quais uma igreja prospera espiritualmente e por que ela cresce numericamente. E essas razões eu acho que são importantes entendermos. Suponho que sempre estive comprometido com esses princípios; na verdade, estou confiante de que sim. Mas eu nunca os coloquei em ordem; eu precisaria de outra pessoa para fazer isso por mim. E quando eu estava na Conferência de Pastores Moody com Jerry Mitchell e Jim Harris em nossa equipe, num dos dias Howard Hendricks do Seminário Teológico de Dallas falou, e em sua mensagem ele expôs o que sentiu serem as marcas de uma igreja de sucesso. Ele não demorou muito e não as elaborou em detalhes. Também não deu nenhum apoio bíblico para elas; esse não era o seu propósito. Ele apenas as listou. Ele disse: “Em todas as minhas viagens ao redor do país” - e ele tem pregado em igreja após igreja após igreja após igreja por anos e anos e disse - "Já estive em todo tipo de igreja, de pequena a grande, desde muito, muito tradicional, muito rotineira, com rituais de formas muito livres, do tipo “liberou geral", e em todos esses conglomerados de igrejas houve os mesmos fatores-chave que as tornaram bem-sucedidas”.

E então ele disse: “Estas são as coisas que tenho visto como denominadores comuns de uma igreja de sucesso, e quanto mais uma igreja tem deles, mais sucesso ela tem. Nem todas têm todos eles, mas todas elas têm alguns. E quanto mais elas têm, mais bem-sucedidas elas são.” Bem, escutei aquela mensagem e senti como se alguém estivesse recitando para mim todas as coisas em que acredito. Você nunca saberá como isso foi confirmador para o meu coração, saber que as coisas em que acreditamos aqui não são algo que tiramos do ar, mas aqui está alguém que nunca esteve nesta igreja em sua vida, alguém que em alguma vez tenha falado antes disso, e ele diz que essas são as coisas que tornam uma igreja da forma que Deus quer que ela seja.

Também senti que não deveria acrescentar nem tirar nada daquilo, mas senti que também havia outras coisas que eu adicionaria a uma lista. Assim, alguns dos meus pontos de vista se tornaram a mensagem desta manhã. Basta você anotá-los. Há mais de dez, e é tudo o que você precisa por hoje - nunca chegaremos nem perto disso, mas aqui estão os ingredientes-chave para uma igreja de sucesso. Primeiro: líderes piedosos. Não se pode ignorar isso e obter a bênção de Deus. Deve haver piedade na liderança. Deve haver homens santos que ocupem posições de direção e responsabilidade na igreja. Não há substituto para isso. “Cristo é o cabeça da igreja”, diz Paulo repetidamente (Efésios, Colossenses). Cristo, como cabeça da igreja, deseja governá-la. Tudo o que ele precisa para governar sua igreja são pessoas santas por meio das quais possa governar. Pessoas profanas simplesmente atrapalham.

É incrível como a maioria das igrejas escolhe sua liderança: as pessoas que têm mais sucesso nos negócios, as pessoas que têm mais a dizer, as pessoas que têm mais dinheiro, profissionais. É assim que a maioria das igrejas escolhe. Encontrei um pastor que me confessou que um dos problemas que ele teve ao trabalhar com seu conselho foi que metade deles era de cristãos e a outra metade não. Aí eu disse: “Sim, isso é um problema”, visto que Satanás e Cristo não cooperam. Um homem não deve ser o líder da igreja porque é o mais sábio, porque é o melhor homem de negócios, porque tem mais dinheiro, porque tem capacidade inata de liderança, porque é um supervendedor. Ele deve ser um líder na igreja porque é um homem de Deus. Esse é o início de toda eficácia na igreja. Deus sempre mediou seu governo no mundo por pessoas piedosas. Desde o início Deus mediou seu governo na terra por Adão. E mesmo depois da queda foi por meio da consciência humana, e depois disso foi por meio do governo. E então, depois disso, Deus começou a mediar seu governo pelos patriarcas. Depois pelos juízes, lembra? E então por meio de reis, profetas e sacerdotes, e no relato dos Evangelhos ele mediou seu governo na terra pela presença de Cristo.

E agora é por meio da igreja, e a igreja é dirigida especificamente por seus líderes. Os líderes são simplesmente os representantes de Jesus Cristo no mundo, e o ingrediente principal da liderança é a santidade - são homens de Deus. Isso é o necessário na igreja. Leva tempo formar um homem de Deus, você sabia disso? Leva tempo. Deus levou 40 anos para fazer algo com Moisés. Josué passou anos sendo substituto de Moisés antes que estivesse pronto para ir em frente. Demorou anos preparar Abraão. Demorou anos preparar Davi. Levou tempo, esforço e trabalho para endireitar Pedro. Demorou no deserto para fazer algo com Paulo. Demorou para Filipe deixar de ser diácono e se tornar um evangelista. Leva tempo formar um homem de Deus. Quando Timóteo esteve em Éfeso, ele percebeu que precisava fazer a igreja funcionar e que o trabalho era levar os santos à maturidade. E ele sabia que não poderia fazer isso sozinho, mas que precisava de líderes para a igreja. Então Paulo disse a ele: “Isso é bom, Timóteo. É recomendável que um homem deseje ser líder. Mas certifique-se de que ele é o tipo certo de homem. O que você busca não são apenas voluntários; você quer um certo tipo de homem.”

Tito enfrentou a mesma coisa em Creta. Paulo disse a ele: “Agora, Tito, estabeleça presbíteros em cada cidade. Você escolhe esses líderes, mas certifique-se de que sejam os tipos certos de líder; que sejam líderes piedosos.” E assim, em 1 Timóteo 3:1-7 e em Tito 1:5-10, Paulo descreve um perfil do líder piedoso. Esse é o tipo de pessoa que deve liderar a igreja. Vou dar a você as qualificações, e há 20 delas nessas duas passagens. Vou apenas ler, então ouça. “Os líderes devem ser irrepreensíveis.” É um ótimo ponto para começar, não é? Irrepreensível, isto é, ser irrepreensível, não ter nada em sua vida pelo qual possa ser reprovado, culpado ou repreendido. Em segundo lugar, eles devem ser maridos de uma só mulher. Ou seja, eles devem amar sua esposa total e devotamente. Terceiro, devem ser temperantes. Isso significa estáveis, espiritualmente sólidos. Devem ter uma perspectiva bíblica e espiritual clara da vida. Quarto, devem ser prudentes. Às vezes, a palavra é traduzida como sóbrios, e isso significa que eles conhecem as prioridades.

Quinto, devem ser respeitáveis. Isso significa que eles têm uma vida tão bem ordenada que sejam honrados por isso. Sexto, hospitaleiros. Isso significa que devem amar os estranhos. Sétimo, devem estar aptos a ensinar. No grego, essa é uma palavra usada muito raramente, apenas duas vezes. É a palavra didaktikos. Nunca é usada para falar do dom de ensino, nem para falar do ofício de professor. É algo diferente. Não diz que um líder deve ser um grande professor de Bíblia. Diz que ele deve ser didaktikos, o que significa dois lados da mesma coisa. Ele deve ser ensinável, esse é um lado da questão, e deve ser capaz de se comunicar com os outros. A ideia da palavra não é tanto a dinâmica do seu ensino, mas a empatia com as outras pessoas. Ou seja, ele não apenas é ensinável, mas ensina com mansidão, gentileza e espírito reto. Nada é pior na liderança do que um indivíduo que se apresenta assim: “Ouça, isso é o que você tem de fazer porque é o que está escrito, então faça, ou então...”. Vê? Não faça isso. Essa palavra descreve alguém cuja gentileza pode ser ensinada e que aparece quando ele se comunica. É uma palavra de sensibilidade, uma palavra gentil. É uma palavra submissa. Alguém que pode receber e dar com sensibilidade.

Oitavo, ele não deve ser viciado em vinho, álcool ou drogas de qualquer tipo. Ele deve estar no controle de si mesmo. Número nove, não obstinado. Isso seria egocentrismo. Você não pode ter pessoas na liderança que se preocupem consigo mesmas. O mais importante de um líder nessa área é que ele se preocupe não consigo mesmo, mas com as pessoas, certo? As pessoas que ele está liderando. E eu acho que isso é uma coisa tremenda. É muito mais fácil para mim pregar nesta igreja; é realmente. Prefiro pregar aqui a pregar em qualquer outro lugar. Você dirá: “Isso é porque você sabe que o amamos e o toleramos”. Bem, isso faz parte. Mas o fator principal é este: eu prego aqui com uma atitude mental totalmente diferente da que assumo em qualquer outro lugar. Quando prego aqui, estou preocupado com você porque estou ligado a sua vida, e prego para que você possa aprender e entender essas coisas, e que sua vida possa mudar. Mas quando vou para outro lugar, não conheço ninguém dos que estão sentados ali, portanto não estou preocupado com eles, estou preocupado comigo. Isso mesmo. Preocupo-me mais com as minhas opiniões do que com o que eles aprendem, porque não os conheço. E descobri que sou muito mais capaz de ensinar e pregar aqui porque é com vocês que me preocupo. Quando vou para outro lugar, fico pensando: rapaz, todas aquelas pessoas vão dizer: “Agora é John MacArthur, vamos testá-lo para ver se ele é bom”. Portanto, não devemos ser egocêntricos, mas centrados nas pessoas, não obstinados em nós mesmos.

Tudo bem, dez. Não é temperamental. A liderança não pode ser temperamental, mas paciente. Onze: não combativo. Lembra daquela velha palavra “combatente”? O que significa? Significa literalmente não um lutador físico. Para ser um líder na igreja, não se precisa de alguém que saia por aí dando socos nas pessoas - isso é literalmente o que a palavra significa. Não significa atitude; significa o ato de acertar alguém concretamente. Não se deseja alguém se levantando em uma reunião do conselho e se impondo no grito. Doze, e aí vem a atitude. Não se busca alguém que seja contencioso. Essa palavra só é usada na Bíblia nessas duas listas e significa alguém que gosta de competir e debater, que quer discutir o tempo todo. Número treze, ele deve ser gentil. Quatorze, livre do amor ao dinheiro. Não necessariamente livre do dinheiro, mas livre do amor por ele.

Quinze, administrando bem sua casa. Isso significa que ele mantém seus filhos sob controle com dignidade. Tenho certeza de que há algumas pessoas que mantêm seus filhos sob controle, mas não tenho certeza se o fazem com dignidade. Dezesseis, uma boa reputação com os descrentes. Ou seja, o que o mundo pensa disso, também importa, porque ele está aí batendo cabeça com eles e eles vão saber se ele é correto. Dezessete, amando o que é bom. Ele deve amar o que é bom, um amante das coisas boas. Dezoito, justo, o que significa reto. Dezenove, devoto, o que significa que ele é santo em sua vida prática. Vinte, não um novo convertido.

Agora você tem as qualificações dadas nas Escrituras para líderes na igreja. Você acha que é importante? Você acha que Deus tem uma mensagem aqui para nós? Esse é o tipo de pessoa que ele deseja na liderança. Se você não tem isso, então no começo você tem problemas. Na verdade, é tão importante que, quando um presbítero peca, ele deve ser publicamente repreendido diante de toda a congregação (1 Timóteo 5:20). Homens de Deus é o que Deus deseja. Deixe-me mostrar a você 1 Timóteo capítulo 6. Esse termo - homem de Deus - aparece na Bíblia em 1 Timóteo 6:11. Paulo diz a Timóteo: “Mas tu, ó homem de Deus”. É um lindo título, homem de Deus. O que significa? Bem, existem dois lados em um homem de Deus; um é negativo, o outro é positivo. O lado negativo e: fuja dessas coisas. O lado positivo: siga aquelas coisas. O homem de Deus foge de certas coisas, e a primeira parte do capítulo discute-as: orgulho, dinheiro, descontentamento, usar sua autoridade para manipular pessoas, etc., etc. Ele foge disso. Ele persegue - versículo 11 -“justiça, piedade, fé, amor, paciência e mansidão, e combate o bom combate da fé”. A Bíblia diz que na liderança da igreja devem estar homens piedosos, líderes piedosos e uma pluralidade deles, mais de um.

Tudo bem, vamos ao segundo ponto, a segunda coisa necessária para uma igreja eficaz, e de forma alguma estamos exaurindo o tema, apenas sugerindo. A segunda condição é que a igreja deve ter metas e objetivos funcionais. Aí é preciso deixar claro que a palavra “funcional” é a mais importante. Precisamos ter metas e objetivos funcionais. Pessoas sem objetivos são pessoas sem direção e, quem não sabe para onde está indo, não saberá quando chegou lá, e então não tem noção de realização. Não podemos ser como o homem que montou em seu cavalo e saiu correndo loucamente em todas as direções; é preciso haver alguma direção para o que estamos fazendo. Você poderia imaginar um jogo de futebol sem gol? Não faria muito sentido, não é? Você chutaria a bola e não saberia o que fazer. Tem de haver metas. Deve haver objetivos bem definidos colocados diante das pessoas para que saibam no que devem estar focadas.

Howard Hendricks disse: “A razão pela qual tantos de nós sentimos que estamos indo tão bem é que não sabemos o que estamos fazendo”. Deve haver o estabelecimento de metas. Antes, porém, deve haver o estabelecimento de objetivos bíblicos. Se eu perguntasse quais são os objetivos bíblicos da igreja, você poderia me responder. Estou bastante confiante nisso porque já dissemos isso a você repetidamente. Precisamos ganhar pessoas para Cristo e torná-las santas e maduras, certo? Chamamos isso de evangelismo e edificação, ou alcance e ensino, ou seja o que for. Precisamos ganhar pessoas para Jesus; precisamos amadurecê-las. Temos objetivos como estes: Queremos unificar as famílias e evitar o divórcio e lares infelizes, não é? Queremos educar as crianças nas coisas de Deus e criá-las para que quando envelhecerem não se afastem delas. Temos muitos objetivos bíblicos, mas além dos objetivos bíblicos precisamos ter objetivos funcionais, e é sobre isso que quero falar por um minuto.

Os objetivos funcionais são trampolins para se chegar aos bíblicos. Não é suficiente dizer: “Agora, pessoal, vamos aprender a Palavra de Deus” e, então ficar por isso. Deve-se dar um passo adiante e indicar algumas etapas para chegar a esse objetivo, certo? Por exemplo, se dizemos que queremos edificar a igreja, queremos amadurecer os santos, a próxima coisa que diremos é como vamos conseguir isso. Primeiro, eu sei que isso é o que devo fazer: vou ensinar a Palavra de Deus do púlpito. Esse é um objetivo funcional. Farei isso, e isso realizará em parte o objetivo bíblico de maturidade, certo? Mas não só isso: vamos desenvolver um sistema de educação. Chamamos isso de STCA, Seminários de Treinamento Cristão Ativo, aonde as pessoas podem ir em qualquer nível de compreensão que desejem e em qualquer nível em que se sintam capazes de manejar e aprender tudo o que precisam aprender. E então temos um sistema de interação em que os adultos podem ir aqui e ali e aprender conforme sintam a necessidade de saber. Além disso, desenvolvemos um Instituto Bíblico Logos para pessoas que alcançaram um determinado nível e desejam mais conhecimento da Palavra de Deus. Temos aulas à noite. Talvez encontremos mais pessoas que estão disponíveis durante o dia; então os teremos durante o dia. Esses são objetivos funcionais para realizar as metas bíblicas.

Além disso, sabemos que existe gente que gostaria de se encontrar em outros lugares sem precisar vir aqui; vamos criar estudos bíblicos domiciliares. Acho que temos cerca de 50 ou 60 deles acontecendo. Temos um currículo familiar fornecido para os pais e para a família, para complementar seu próprio treinamento em casa. Este é outro objetivo funcional. Tínhamos esse objetivo, queríamos cumpri-lo e agora o praticamos. Queríamos ter um programa STCA; agora o temos. Queríamos ter um Logos; também o temos. Queríamos ter um programa familiar; graças a Deus já o temos. Note que definimos algumas metas funcionais e atingimos essas metas, e temos mais. Contudo, às vezes definimos uma meta funcional e nem sempre a realizamos porque às vezes Deus tem planos diferentes dos nossos, mas isso é muito bom porque, quando algo não dá certo, podemos dizer que foi Deus. Há um fantástico versículo que convém lembrar - é Provérbios 16:9. Diz o seguinte: “O coração do homem traça o seu caminho, mas o SENHOR lhe dirige os passos.” Faremos os planos, mas Deus pode nos desviar, mas isso é ótimo porque é sua prerrogativa.

Lembre-se que, em Atos, o apóstolo Paulo tentou ir para a Bitínia, mas o Espírito Santo não o deixou. Então ele disse: “Tudo bem, irei até aqui,” e o Espírito Santo não o deixou ir lá também. Ele não poderia ir para o norte; ele não poderia ir para o sul. Ele já tinha estado no leste; e então ele disse: “Acho que devo ir para o oeste”. Aí foi para o oeste e de repente recebeu um chamado para a Macedônia. Deus desligou algumas coisas que ele pensava serem objetivos funcionais e o direcionou para onde ele que fosse. Deus se ocupa em mudar nossos planos, o que é ótimo; deixe-o fazer isso. Paulo escreveu aos Romanos: “Vou procurá-los no caminho para a Espanha”. Ele estabeleceu alguns objetivos. Alguns atingimos, outros não, e temos de submeter todos eles à direção de Deus. Mas é importante tê-los.

Outro objetivo que temos na igreja no sentido bíblico é o evangelismo. Queremos ganhar pessoas para Cristo, não é? Como vamos chegar a isso? Bem, uma maneira é pregar a responsabilidade do crente em evangelizar. Outra forma é oferecer aulas de evangelismo. Outra forma é inserir no boletim periódico distribuído de manhã algum incentivo, um motivador, uma instrução de como ser mais eficaz no seu testemunho. Note que essas são metas funcionais que nos ajudam a realizar os objetivos bíblicos. Quando realizamos batismos na quarta-feira à noite da maneira como o fazemos, quando fazemos com que as pessoas deem testemunho, eu geralmente direi: "Quem conduziu esta pessoa a Cristo, você está aqui?" Já me ouviram dizer isso? “Você está aqui esta noite? Quem é esse? É a Sra. Tal?" A razão de eu fazer isso é porque quero que as outras pessoas saibam que essas pessoas estão sendo fiéis em compartilhar Cristo, o que pode se tornar uma motivação para o resto de nós ter a alegria de ver alguém que levamos a Cristo sendo batizado. Existem diferentes maneiras de chegar lá; essas são metas objetivas. Elas precisam existir. Não pode ser nebuloso. É preciso estabelecer objetivos às pessoas e ir em direção a eles.

Tudo bem. Em terceiro lugar, a igreja eficaz também dá forte ênfase ao discipulado. Agora, lembre-se de que essas coisas são verdadeiras para qualquer igreja de sucesso em qualquer lugar na América ou em qualquer outro lugar do mundo. Essas são coisas que não são apenas o que eu acredito, mas que comprovadamente são fatores de sucesso. Uma forte ênfase no discipulado. Deve haver um esforço concentrado para ensinar às pessoas a Palavra de Deus, para trazê-las à maturidade, e todos devem estar envolvidos nisso. O pastor que ensina deve aperfeiçoar os santos. Os santos devem fazer a obra do ministério para que o corpo seja edificado. Você pode edificar a igreja pelo seu ministério da mesma forma que estou edificando você pelo meu ministério. Devemos estar envolvidos no processo de discipular pessoas. Paulo disse isso desta forma a Timóteo: “Devemos ensinar homens fiéis que serão capazes de” - o que? - “ensinar também a outros”. O ciclo continua indefinidamente. Os homens idosos, ou os homens mais velhos, ensinam os homens mais jovens. As mulheres mais velhas ensinam as mulheres mais jovens. Conforme Tito 2, os homens mais jovens devem ser exemplos para aqueles que estão abaixo deles.

Um cristão que não esteja discipulando alguém é uma contradição. Você deveria estar se reproduzindo. Você tem a semente germinativa da vida reprodutiva plantada em você, e ela deve funcionar. Devemos estar constantemente nos reproduzindo. Agora olho para o meu próprio ministério, para dar uma ilustração. Vejo meu próprio ministério como uma série de círculos. O primeiro círculo é o grupo pessoal de pessoas ao meu redor que eu discípulo; esse é o ministério principal. O próximo círculo seriam os presbíteros ou líderes da igreja com quem trabalho. O terceiro círculo seria a congregação para a qual prego, e o quarto círculo seria a vida de pessoas que são tocadas por fitas, livros e conferências em outros lugares. Mas a prioridade do meu ministério é pegar algumas pessoas e torná-las discípulas. Uma das grandes alegrias da minha vida é perceber que, de uma equipe de 23 pessoas na Grace Church, 22 vieram de nossa congregação, ministrando equipes. Não apenas aqueles que eu discipulei, mas aqueles discipulados por outros da equipe, e há mais vindo o tempo todo. E o processo continua e continua e continua. É isso que a igreja deve enfatizar. Este não é um púlpito profissional financiado por espectadores leigos. Você não entra e joga seu centavo na coleta e diz: “Agora que paguei vocês, façam”. Não.

Alguém me diz: “Quando você faz visitação?” Repliquei: "O que você quer dizer com isso?" “Bem, quando você faz sua visitação pastoral?” Respondi: “Não faço nenhuma visitação pastoral”. “Você não quer? É tradicional na igreja há anos que as manhãs são para estudar e todas as tardes são para visitar.” Eu disse: "Bem, onde se diz isso na Bíblia?" "Ora, tem de estar lá em algum lugar." Onde está escrito que devo visitar a todas as tardes? Consta algo sobre visitar. Você sabe o que? Tiago diz: "A religião pura e sem mácula para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar." “Religião pura e imaculada é visitar.” Quem então deve estar envolvido na religião pura e imaculada? Apenas o pregador? Todo mundo. Quem então deve visitar? Todo mundo. A visitação não é meu trabalho; é trabalho de todos. Você sabe quando tem alguém para visitar: visite-o. Se eu tiver alguém para visitar, vou visitá-lo. Visite a pessoa que você deve visitar, e eu visitarei a pessoa que eu devo visitar, e assim não haverá confusão.

Não faz sentido eu visitar quem você deve visitar e você visitar quem eu devo visitar. Você pode perguntar: "Você costuma fazer alguma visita?" Claro que faço quando percebo que há alguém precisando de mim, quando há alguma razão pela qual preciso ver alguém, com certeza. Mas não percebo que tenha sido chamado para ser o visitante oficial. Aqui estou: sou o visitador, o visitador universal. Isso não significa tanto para as pessoas como alguém que as conhecesse. Veja, a visitação é responsabilidade de todos, não apenas minha. E assim é com o discipulado. Não é só meu; é seu também. Não é só seu, é meu também. E não posso me contentar em ficar aqui em pé como uma sirene de nevoeiro e soprar todas essas mensagens todas as semanas. Tenho de estar envolvido em fazer o que estou pedindo que você faça, e isso é discipulado individual. E eu faço isso e amo isso.

Você diz: "John, quando você discipula alguém, como você faz isso?" Faço três coisas básicas, e são simples. A primeira é ensinar a verdade bíblica. Quando se discipula alguém, uma coisa que se precisa fazer é dar-lhe algumas informações. A palavra discípulo em grego é mathētēs, que se traduz como aprendiz. Agora, se alguém for um aluno, presume que alguém vai ensinar algo a ele. Isso significa que você deve ensinar os alunos. A primeira coisa é ensinar a verdade bíblica. Como eu faço isso? Bem, estou no processo de discipular pessoas, e o que faço? Dou-lhes livros para lerem. Conheço áreas que quero que eles entendam. Dê-lhes livros, dê-lhes livros, mais livros, mais livros. Fitas, dê-lhes fitas. Ensine do púlpito aqui. Sente-se com eles e ensine verdades bíblicas. Ensine-os fora da Palavra de Deus. Estou discipulando uma pessoa em particular agora e imagino que ela tenha lido pelo menos 50 livros nos últimos seis meses. E ela tem agora muitos princípios em sua mente. Ensinar matéria bíblica é uma área.

Mas a segunda área é esta: a aplicação das Escrituras à vida. A segunda coisa que você precisa é fazer com que a Bíblia saia de suas páginas e entre em sua vida. Em outras palavras, é preciso torná-la prática. É preciso indicar alguma aplicação. É surpreendente quantas pessoas podem aprender princípios que nunca traduzem em ação. Então, quando eu ensinar, direi: “Agora, como podemos aplicar isso em nossa vida? O que isso significa para você? Como você se relaciona com a perda do emprego, ou como se com esta enorme alegria que aconteceu?” Trata-se de dar a alguém uma perspectiva de Deus. Em outras palavras, que vejam tudo à luz da Escritura, tudo pela mente de Deus. Que interpretem tudo espiritualmente. Que interpretam tudo de um ponto de vista divino. Essa pessoa que tenho discipulado tinha um problema, estava em pânico por causa de uma situação no mundo. Esse problema está se dissipando, e sabe por quê? Ele agora vê o mundo com os olhos de Deus, não do ponto de vista de um homem desesperado. E então de repente ele diz: “Não é incrível o que está acontecendo no mundo? Veja o que Deus está fazendo”. Vê? Portanto, o que você faz não é apenas ensinar a verdade bíblica, mas traduzi-la em atitudes de vida - isso é necessário no discipulado.

A terceira coisa, e talvez a chave, é a solução bíblica de problemas. Você sabe quando as pessoas aprendem melhor? Quando precisam saber, certo? Quando se embarca em um avião, logo no começo dizem: “Aperte o cinto de segurança e coloque o encosto na posição vertical” e tudo mais. “Preparando para a decolagem.” E então aquela garota se levanta e a voz diz: “Você poderia, por favor, tirar o cartão do assento à sua frente e verificar as instruções de emergência? No caso altamente improvável de emergência, caso isso aconteça é ”, blá, blá, blá. Uma máscara de oxigênio vai cair e tal e coisa; você sabe que já ouvi isso muitas vezes. Coloque-a no rosto, respire, apague o cigarro, senão.... E você segue essa pequena rotina. E sabe de uma coisa? Da última vez olhei em volta e ninguém prestava atenção nela. Sempre se pode dizer quem está no primeiro voo. É quem olhando para aquilo tudo. Mas as pessoas que estão acostumadas nem prestam atenção. Você sabe por quê? Não precisam daquilo.

Mas ouça, se você olhasse pelo lado direito do avião e visse chamas saindo da asa e ela dissesse: “Por favor, pegue seu cartão de emergência”, bum, você pegaria esse cartão. Se não houvesse cartões suficientes, alguém seria pisoteado. Por quê? Porque aprendemos melhor quando preciamos saber, certo? O discipulado chega ao ponto crucial de dar a alguém respostas bíblicas para os problemas nos quais ele está envolvido. Ensinar as pessoas como aplicá-las em crises. Não sei dizer quantas vezes alguém na equipe - geralmente é Jerry, acho - chega e diz: “John, temos um problema. O que a Bíblia diz sobre isso?” E então vamos em frente. E você sabe o que acontece? Quando se obtém essa resposta, é realmente um aprendizado. Então é preciso aplicar essa solução, a resolução de problemas bíblicos.

Portanto, tento ensinar a verdade bíblica, tento dar às pessoas uma perspectiva bíblica da vida e tento usar as Escrituras para resolver seus problemas. Isso significa que não se pode simplesmente sentar ali e dar uma palestra. É preciso saber o suficiente das Escrituras para ser capaz de dar respostas quando forem necessárias. Isso é realmente discipular alguém, e é isso que fazemos. É isso que estou tentando fazer e ensinando nossa equipe a fazer, e é isso que eles estão ensinando os outros a fazer, e é o que queremos que você faça. Você dirá: “Mas eu não sei muito”. Há alguém no mundo que não sabe tanto quanto você; certamente há. Então, onde quer que ele esteja, encontre-o, vá até lá e sente-se com ele. Que alegria ver seus discípulos amadurecerem e crescerem; é emocionante. Um cristão sem alguém para discipular é uma contradição. Você tem tudo a ver com dar a vida; dê a alguém.

Quarto, uma igreja eficaz e bem-sucedida dará forte ênfase à penetração na comunidade. Agora sabemos que devemos alcançar pessoas para Cristo; obviamente estamos cientes disso. A igreja primitiva fez isso. Pois eu lhe digo que a igreja primitiva em Atos literalmente bombardeou sua comunidade. Antes de tudo, 3.000 salvos no Pentecostes, e então eles começaram a se mover e passaram por Jerusalém como um incêndio. A igreja deles cresceu para 20.000, e em dado momento as pessoas disseram: "Vocês encheram Jerusalém com a sua doutrina." Não é emocionante? Sua mensagem está em toda a cidade. Bem, não deveria estar? Não é essa a ideia de penetração na comunidade? Mas muitos de nós, como cristãos, chegamos em nosso carro, e o mais próximo que chegamos da penetração na comunidade é ir à igreja, sair e voltar para o carro, no qual temos um sinal de peixe na janela traseira. Isso é nossa penetração na comunidade, e é tudo. Vimos aqui e dizemos: “Cumpri meu dever para com Deus”. Tentamos viver nosso testemunho em vez de enunciá-lo. Meu amigo, ninguém jamais foi para o céu porque alguém viveu seu testemunho na frente dele. Mais cedo ou mais tarde você terá de passar palavras a eles, certo? Penetre na comunidade, alcance as pessoas. Você sabe que no livro de Atos todo o crescimento da igreja primitiva foi uma questão de penetração nas comunidades? Eles não se isolaram. Eles não se sentaram em um canto para falar sobre doutrina. Eles saíram e atacaram a comunidade. Em Atos 13:44, no sábado seguinte em Antioquia, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a Palavra de Deus. Ou seja, aquelas pessoas estavam tão dedicadas que, quando chegou a hora da pregação, a cidade inteira estava lá. Não seria emocionante? Formidável! Isso é típico da igreja primitiva.

Capítulo 14, versículo 1: “Eles foram para Icônio. Foram à sinagoga dos judeus e falaram de modo que uma grande multidão de judeus e gregos creu”. Eles penetraram. Entraram direto, em confronto. Capítulo 16, mesma coisa, versículo 5: "As igrejas foram estabelecidas na fé e aumentaram em número diariamente." Elas penetraram na comunidade. Capítulo 17, a mesma coisa novamente. Paulo abriu as Escrituras e raciocinou com eles e disse: “Cristo devia sofrer”; alguns creram e houve uma multidão de gregos devotos que foram salvos. Eles se comunicaram com sua comunidade e a comunidade respondeu. Penetre na comunidade. Isso é característico de todas as igrejas de sucesso na história das igrejas.

Você pode fazer isso de várias maneiras. Você pode ter todos os tipos de programas para fazer isso, e não estou convencido de que os programas sejam realmente necessários, exceto quando você tem um monte de pessoas descomprometidas que não agiriam de outra forma. Acho que o evangelismo será mais bem praticado se você o fizer apenas na área onde você mora. Algumas pessoas enlouquecem em programas de evangelismo. Nunca esquecerei quando fui a um banquete para falar aos obreiros de uma igreja, e eles estavam apresentando seu grande programa para o ano. Era algo relacionado com futebol americano, e eles colocaram traves no auditório, bem no auditório, e um placar, e quando alguém era salvo, eles chutavam a bola por cima do travessão. Veja, então se no domingo houvesse 25 pessoas presentes, seria bum, bum, bum. Eles tinham um grande projeto para cada semana - havia cinco ou dez páginas de material. Esses pobres líderes estavam sentados lá, morrendo de vontade enquanto este aqui olhava página após página. Precisaram telefonar. Eles esconderam cinco bolas de futebol em casas de cinco famílias não salvas para motivar as pessoas a irem evangelizar tentando encontrar o lar com com a bola, porque quem a encontrasse ganharia um prêmio. Tiveram então de fazer isso, e eles tinham uma barraca de cachorro-quente montada do lado de fora para oferecer cachorro-quente às pessoas que trouxessem gente. Tinham suéteres para as crianças que traziam gente. Tinham todos os tipos de artifícios - era incrível. Eu não podia acreditar. As pessoas tinham de fazer ligações bem além de qualquer tipo de necessidade normal.

Bem, de qualquer maneira, fiquei ali sentado uma hora inteira. Então eu deveria falar, e falei, e o pastor teve de sair enquanto eu falava. Ele precisou ir para algum lugar e saiu, e eu falei e depois fui embora. Pensei: “Essa é a pior maneira de evangelizar: dar às pessoas motivos grosseiros”. Ganhe alguém para o Senhor para que você possa ganhar um suéter - isso é ridículo. Vá encontrar uma bola de futebol na casa de um não-salvo. Como essas pessoas não salvas se sentiriam? Algum tipo de prêmio é o que elas eram. De qualquer forma, pediram-me para falar para um grupo de cerca de 150 pastores, e eles me pediram que falasse sobre o que eu sentia serem as diretrizes bíblicas para a igreja. E eu disse: "Vocês sabem que tenho uma boa ilustração do que não fazer na evangelização." E então apresentei isso. Sem identificar a igreja ou ser específico sobre ela, apenas apresentei aquilo. Apenas resumi. Percebi que não houve muita reação a isso, mas alguns dias depois recebi uma carta, e a carta dizia: "Caro Reverendo MacArthur, suponho que se você soubesse que estive naquela palestra, você não teria dito o que você disse sobre esse programa.” Reconheci o pastor da igreja onde falei no banquete. Esse era o programa dele, ele estava lá e eu não sabia disso. “Em segundo lugar, eu sei que você não saberia que uma hora antes eu havia apresentado o programa para o mesmo grupo de pastores.” Aí meu coração começou a bater.

Aí eu disse: "Senhor, tu certamente tinhas um propósito ao juntar tudo isso." E há apenas uma coisa a fazer em uma situação como essa em que um irmão é ofendido, é ir pessoalmente até ele. Não consegui falar com ele porque ele não vive por aqui, então liguei para ele. E eu disse: "Que coisa, você me conhece". Ele ficou chocado por eu ligar para ele. E eu disse: “Quero confirmar a você o meu amor, e quero lhe dizer que lamento muito se pessoalmente o ofendi e se fui rude ou de alguma forma injusto na apresentação. Sinto muitíssimo. No entanto, quero também confirmar a você que sustento 100 por cento o que disse e não mudo minha opinião de forma alguma.” Bem, com relutância ele aceitou minhas desculpas. Eu não sei se isso poderia ser desfeito, mas a igreja não precisa desse tipo de coisa. Veja: se você tenta motivar as pessoas a fazerem coisas por motivos egoístas, o que quer que elas façam nem mesmo é honrado por Deus. Isso é apenas farisaísmo.

Não sou contra ter uma noite de visitação e sair e ganhar pessoas para Cristo. Não sou contra o evangelismo de porta em porta; isso é ótimo e temos grupos que fazem isso em nossa igreja. E existem outras maneiras. Há evangelismo de bairro, evangelismo de estudo da Bíblia. Existem todos os tipos de programas de evangelismo. Existe evangelismo no campus, e nós fazemos isso. Temos extenso ministério no campus. Existem várias maneiras. O método não precisa ser sempre o mesmo, mas eu concordo, como disse o Dr. Hendrick, que “toda igreja de sucesso tem penetração na comunidade de uma forma ou de outra”. E eu vou dizer a vocês, pessoal: a melhor maneira de conseguir isso é ter um monte de cristãos que se reproduzem. Então não se precisará de um programa. O que você prefere, uma semana de reuniões de avivamento uma vez por ano ou 365 dias por ano para evangelizar sua congregação? É óbvio, não é?

Uma das razões pelas quais nunca tivemos uma “reunião de avivamento” com uma das antigas pregações tradicionais sobre fogo do inferno e condenação é porque não gosto de reduzir a igreja a uma ênfase evangelística uma vez por ano. Isso deveria acontecer o tempo todo. É importante que evangelizemos, mas que seja uma coisa pessoal de nosso coração. Muitas pessoas têm vindo à Grace Church nos últimos anos e, apenas por curiosidade eu estaria interessado em saber quantos de vocês em toda esta congregação esta manhã vieram de outra igreja para a Grace? Levante sua mão. De outra igreja! Não é incrível? Quantos de vocês não vieram de outra igreja, e esta é a primeira igreja? Vejam só! A grande maioria das pessoas aqui esta manhã veio de outra igreja. Bem, estamos felizes por ter vocês aqui, e eu acredito em meu coração que Deus tem um propósito em vocês estarem aqui. Estou surpreso ao ver a qualidade da liderança que Deus reuniu neste lugar. Francamente, não sei como as outras igrejas estão se saindo sem vocês. Temos tanta liderança e tanto potencial que tudo que consigo imaginar é que Deus tem algo fantástico em mente para este lugar, e eu louvo a Deus por cada um de vocês.

Pense nisso. Se temos 3.000 pessoas aqui nas manhãs de domingo, o tipo de pessoa que temos, o tipo que você é, você acha que não seria razoável supor que daqui a um ano poderíamos ter 9.000 pessoas aqui? Isso significaria que no próximo ano cada um de nós estava envolvido em ganhar três pessoas para Cristo. Você diria que isso é possível? Bem, não seria igualmente uma tragédia se no próximo ano, nesta época, tivéssemos apenas 3.500, 400 dos quais vieram de outras igrejas? Você poderá pergunta: "Você está tentando edificar uma grande igreja?" Não senhor, mas eu vou lhe dizer uma coisa: 3.000 cristãos apenas fazendo o que deveriam fazer no evangelismo deveriam tornar este lugar um gigante em um ano. É isso mesmo, não é? É assim que deve ser, e eu acredito no meu coração, pessoal, que Deus reuniu o melhor de seu povo em tantos casos aqui por algum motivo. Não sei por quê, mas além de dizer que ele quer fazer algo aqui, seria algo único e maravilhoso por sua soberania. Mas nunca se satisfaça por estar na Grace Church; não é aí que tudo termina. Você não está aqui apenas para se sentar aqui. Você está aqui para receber o que recebe a fim de ir e reproduzir e fazer não apenas convertidos, mas também adultos. O mundo nunca mais seria o mesmo se apenas esta congregação se reproduzisse a cada poucos meses. Acabaríamos por afetar o mundo. Imagine que daqui a um ano tenhamos 9.000 pessoas se reproduzindo. Impressionante. Que possa ser assim.

Quinto e último ponto sobre o qual falarei esta manhã, para abordar o resto da próxima vez. O quinto ingrediente em uma igreja de sucesso é um povo ministrador agressivo e ativo. E nós encontramos isso - deixe-me apenas especificar o que é um povo ministrador agressivo e ativo. Uma igreja onde a equipe faz tudo está errada. Devemos equipar os santos para realizarem a obra do ministério. Efésios 4:12 diz: “com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo”. O ministério é o seu ministério. Talvez você pergunte o que quero dizer com isso. Vou indicar para você alguns versículos de Romanos 12. O versículo 3 de Romanos 12 diz que recebemos graça e fé em certa medida. Em seguida, o versículo 6 diz: "Recebemos diferentes dons: alguns de nós o dom de profetizar, alguns de ministério, alguns de ensino, alguns de exortação ou aconselhamento, alguns o dom de contribuir, o dom de governar, o dom de mostrar misericórdia.” Então ele continua: “Em todos os casos, se você tem o dom, pratique-o. Aquele que tem o dom de profetizar, que profetize”. Se você tem o dom de ministério, ministre. Se você tem o dom de ensinar, ensine. O dom da exortação, exorte. O dom de contribuir, contribua. O dom de governar, faça-o com diligência. O dom de mostrar misericórdia, faça-o com alegria. Gente, a menos que a igreja realmente perceba que é um corpo onde cada membro deve funcionar com seus dons, ela nunca será o que Deus deseja que seja.

Eis aqui uma ilustração: Quando quebrei minha perna e fiz a cirurgia, não conseguia andar com a perna direita, então comecei a andar com a esquerda. E me apoiava na perna esquerda. Aí meu quadril doía porque minha perna esquerda precisava suportar o peso que minha perna direita normalmente suportaria. Então Sam Britain me disse: “Você está mancando. Você precisa usar uma bengala.” Então peguei uma bengala. A bengala fez com que não machucasse minha perna direita nem minha perna esquerda, mas machuquei minha mão. Então tentei evitar machucar minha mão e comecei a machucar meu ombro. E comecei a perceber que não se pode compensar uma função inativa em seu corpo sem criar problemas para todo o resto. Você conhece a história sobre Dizzy Dean quando ele era arremessador e sua carreira de arremessador foi encerrada porque ele foi atingido por um golpe de linha no dedão do pé, e isso arruinou seu braço? Você dirá: "Espere um minuto: Acertar o dedão do pé e arruinar seu braço?” Isso mesmo. Sabe por quê? Porque quando ele saía da base para arremessar, ele tinha de compensar virando o pé para o lado errado, não conseguia estender seu corpo suficientemente para o campo e esticava o braço demais, com o que estragou o braço. Foi o fim da carreira dele. E é verdade em sentido espiritual na igreja, o corpo dói quando há membros não funcionais em algum lugar, e tentar sempre compensar não adianta. é preciso ter a totalidade do ministério com os santos fazendo as coisas que Deus os capacitou para fazer.

Alguém me disse ontem à noite: “John, só quero conhecer quais são os meus dons para que eu possa me ocupar e servir ao Senhor no lugar que ele quiser”. Essa é uma boa pergunta, não é? “Como posso conhecer meus dons?”. Não queremos recrutar pessoas para executar programas; queremos santos maduros que executarão seus ministérios. Eu poderia me sentar atrás da minha mesa e dizer: “Tudo bem, tenho um ótimo programa aqui para cumprir uma determinada meta. Preciso ter 49 destes.” Aí crio um amplo comitê e podemos ter esse programa. Agora vejamos: preciso ter pessoas: preciso de um presidente, um co-presidente, um vice-presidente. Aí chegaria até você e diria: “Ei, você sabe que Deus colocou algo em meu coração?”, e automaticamente você sente: oh não! Não é dele, é de Deus, agora estou com problemas. "Você sabe que sinto isso fortemente sobre, você me ajudaria com isso?" Você sabe que vai dizer na maioria das vezes dirá "Sim". Sabe por quê? Porque você quer ser espiritual e provavelmente quer mostrar que se preocupa comigo, e não quer ser indiferente ao que Deus deseja. E você sabe o que está dizendo? “Mas que coisa! Por que ele me encontrou no pátio? Como isso aconteceu?” E então você vai para casa e diz: “Tenho de ir àquele comitê amanhã à noite e vou.” Percebe o que acontece? Você está relutante, mas algumas semanas após o acordo sabe o que acontece, fica desmotivado de novo e eu tenho de me mexer e fazer você se mover novamente ou encontrar outra pessoa para tomar seu lugar.

Falo repetidamente com pastores desanimados porque seus programas continuam desmoronando. Sabe o que decidi há muito tempo? Nada de programas. Simplesmente aperfeiçoe os santos e eles os desenvolverão, e então terão motivação interna para realizá-los. Isso mesmo. As pessoas me dizem: “Você sabe que precisamos disso em nossa igreja”. Eu digo: "Bom, se você percebe isso, faça-o." Isso durou alguns anos até que ninguém mais me dizia isso a menos que fosse muito sério. O ministério dos santos é o que buscamos. Não queremos forçar você para uma obrigação legal de fazer algo que você não está realmente motivado ou dotado para fazer. Queremos que você se desenvolva segundo as linhas que o Espírito lhe deu. Busque seus próprios ministérios. Um povo ministrador agressivo e ativo contribui para uma igreja de sucesso.

Bem, o restante fica para a próxima vez. Vamos orar. Pai, obrigado pelo tempo desta manhã ao considerar estas diretrizes mais importantes para uma igreja de sucesso. Obrigado pela alegria de servir neste lugar onde tua bênção tem sido tão abundante e tão livre. Agradecemos por essas pessoas preciosas que reuniste. Senhor, sabemos que trouxeste essas pessoas aqui por uma razão. Este enorme grupo, esta multidão de pessoas poderia revolucionar esta parte do mundo. Ó Deus, oramos para que todo o potencial que está aqui seja liberado para alcançar, ensinar e cumprir o que desejas. Oramos em nome de Cristo, Amém.

FIM

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