Vamos abrir nossas Bíblias no capítulo 6, do evangelho de Lucas. Chegamos aos versículos finais deste capítulo, realmente a conclusão do sermão de nosso Senhor. Um dos perigos da exposição da Bíblia feita com certa profundidade é que levo meses para pregar um sermão que Jesus pregou em uma única ocasião. E às vezes somos deixados - porque analisamos com cuidado, reflexão e profundidade o texto - ficamos com apenas uma conclusão. E para aqueles que não estiveram conosco, há muita coisa que se perdeu nas semanas que nos levaram ao versículo 46.
Jesus era principalmente um pregador. Sim, ele fez milagres, milagres físicos. Sim, ele expulsou demônios, milagres espirituais. Sim, ele viveu uma vida exemplar e manifestou graça e bondade, coisas que nenhum homem jamais manifestou. Mas, além de seu poder milagroso, e além de seu exemplo, ele era principalmente um pregador. Você nunca estará mais perto da paixão de Jesus, do coração de Deus, do que quando você está ouvindo Jesus pregar.
Ele pregou um sermão conhecido por nós como o sermão do monte. Esse sermão encontra sua representação mais expansiva em Mateus 5, 6 e 7. Mas Lucas também nos dá trechos desse sermão. É provável que Mateus e Lucas estejam escrevendo sobre o mesmo sermão. Também é possível que tenha sido um sermão como todos os sermões que contêm a verdade que foi repetida em muitas ocasiões. Existe apenas um evangelho. Há apenas uma mensagem da verdade. Toda vez que Jesus pregou, ele pregou o mesmo evangelho, e não é exagero supor que ele possa ter usado as mesmas analogias, as mesmas parábolas, as mesmas ilustrações enquanto ia de lugar em lugar.
E assim, o que temos no registro de Lucas poderia ser exatamente no mesmo dia, no mesmo lugar na encosta da Galileia, onde o sermão do monte, como é chamado em Mateus 5 a 7, aconteceu. Existem algumas variações que anotei para você. Elas poderiam ser entendidas pelo fato de que Jesus, ao pregar o sermão, teria dito muito mais do que os registros de Lucas, e muito mais do que os registros de Mateus, qualquer um dos quais poderia ser lido em questão de minutos. Sem dúvida, ele falou por um longo tempo, de modo que ele pode ter repetido e reformulado as coisas, o que explicaria algumas das diferenças.
Ou é possível que a mensagem em Lucas tenha ocorrido em uma ocasião diferente, construída em torno da mesma verdade que precisava desesperadamente ser repetida, pois, naqueles dias, não havia ministérios de fitas cassetes.
E então chegamos realmente ao que é o fim do sermão. Gostaria de lembrar, se você estiver interessado nos detalhes reais do sermão, quando eu passei pelo evangelho de Mateus, alguns anos atrás, passei cerca de um ano no sermão do monte. Eu estou gastando cerca de um mês neste momento. Não há necessidade de repetir todo o material expansivo extraído da apresentação do sermão feita por Mateus, porque foi feito. Você pode ler os comentários sobre essa seção em Mateus. Você poderia ouvir as fitas, se quiser a profundidade dessa série.
Esse sermão, na minha opinião, é a parte mais rica do registro do evangelho, Mateus 5 a 7. No entanto, o relato mais breve de Lucas foca nos assuntos que estão à mão no sermão. E o que vamos fazer é ficar com eles e não expandir tanto quanto quando passamos por Mateus.
Então vamos ao final do sermão. Palavras familiares, versículo 46: “Por que vocês me chamam ‘Senhor, Senhor!,’ e não fazem o que eu mando? Eu vou mostrar a vocês a quem é semelhante todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica. Esse é semelhante a um homem que, ao construir uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre a rocha. Quando veio a enchente, as águas bateram contra aquela casa e não a puderam abalar, por ter sido bem-construída. Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que construiu uma casa sobre a terra, sem alicerces, e, quando as águas bateram contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.“
Aliás, é muito, muito parecido com o modo como Jesus terminou o sermão da forma como Mateus o registra, o que nos leva a acreditar que bem poderia ser o mesmo sermão ou o mesmo sermão repetido em outra ocasião. Jesus termina seu sermão com uma analogia, com uma ilustração, com uma imagem muito vívida de dois tipos de vida: uma que sobrevive ao juízo e outra que não. É então uma decisão que tem de ser feita no final do seu sermão. Qual das duas vidas você deseja viver? Você quer sobreviver ao juízo ou não?
Há muitas decisões que as pessoas tomam e consideram muito importantes. Há decisões sobre bem-estar físico, decisões sobre dieta, cuidados médicos, estilo de vida, decisões sobre carreira, decisões sobre certas compras que têm peso, porque elas ficam no cartão de crédito por um longo tempo. Então você tem de pensar muito antes de decidir se comprometer com algo a longo prazo.
Existem decisões educacionais que são tomadas, há decisões em termos de relacionamentos que estão sendo feitas, sobre com quem você vai se casar, com quem você vai se associar, com quem você vai fazer parceria, etc. etc.
E, claro, a decisão mais importante que você toma é a que tem o maior impacto, a que tem o efeito mais duradouro. E isso torna muito simples dizer que a decisão mais importante que você tomará é a religiosa, é uma decisão espiritual. A decisão mais importante que você tomará é aquela decisão que determina seu destino eterno. Ou, para colocar na linguagem de Jesus aqui, a decisão mais importante que você tomará é aquela que determina se você sobrevive ao juízo. É uma decisão sobre o céu ou o inferno, essencialmente.
E ocasionalmente, admito, embora seja raro, há pessoas que escolhem o inferno. Elas escolhem o inferno. Como aquela carta bizarra que recebi há algumas semanas, em que um homem disse que não podia esperar para chegar ao inferno. Ele estava ansioso para ir para lá porque todo mundo com quem ele se importava estava lá e ele não teria de encontrar pessoas como eu, novamente, e outros cristãos. Ele estava ansioso pelo inferno, foi o que disse. E ele, como você deve se lembrar, foi um homem que acrescentou na carta que escreveu para mim que eu o havia batizado aqui, em 1978. Então ele teve um gostinho da vida daqueles que estão indo para o céu, e ele preferiu o inferno. Isso é muito difícil, e isso é bastante incomum.
A religião prospera no mundo porque as pessoas querem ir para o céu por qualquer definição, seja o nada do nirvana do budista, que se contempla no esquecimento, seja no campo de caça feliz, ou atravessando o rio de prata do panteão grego místico, seja o que for, ou até se vai para a luz calma e fresca no fim do túnel, para os da nova era, seja o que for, a religião prospera com a ideia do paraíso.
Ela prospera com a ideia de que há algo para você na próxima vida que é melhor, de preferência sem dor, satisfatória, sem todas as dificuldades, provações, tribulações, desapontamentos e sofrimentos desta vida. Todas as religiões prometem algum tipo de paraíso. Isso é o que elas vendem. Elas vendem o céu. É disso que se trata. Elas vendem algum tipo de felicidade, algum tipo de satisfação, algum tipo de vida recompensadora em outro plano. Você pode demorar um pouco para chegar lá.
Quando eu estava me encontrando com os líderes da igreja Mórmon, há algum tempo, eles queriam – e foram muito gentis comigo - queriam que eu fosse, como eu disse, para falar com Brigham Young, e eles tinham usado alguns de meus livros como livros didáticos, o que é incrível de se acreditar. Mas eu disse a eles: “Bem, olhe, como vou chegar ao céu? Você precisa me dizer como vou chegar ao céu. Você continua dizendo que adora o mesmo Deus e tem respeito por Cristo.” Eles estavam tentando encontrar todas as áreas de concordância. Então eu disse: "Como eu chego ao céu?"
E eles responderam em um ato de bondade, penso eu, da parte deles. Eles disseram: “Oh, você já está indo para estar em um céu muito mais alto do que a maioria dos Mórmons pensaria.” Eu disse: “É mesmo?” Porque o Mormonismo tem todos os tipos de céus.
E eu disse: “Bem, como eu chego ao mais alto?” E eles continuaram me explicando uma maneira pela qual eu certamente iria diretamente para o inferno - não para o céu. Eles pensaram que iria para o céu, mas não. Eles têm um processo muito sofisticado de levá-lo aos níveis do céu. É disso que se trata essa religião.
Todas as religiões prometem o céu. É essa a atração. E hoje há muitos dentro da estrutura, na ampla estrutura do cristianismo evangélico, que pensam que a sinceridade de qualquer pessoa na religião irá lhe garantir o céu. É um novo inclusivismo evangélico. Noutro dia alguém me disse: "Sabe, gostamos de trabalhar com outros grupos cristãos, como os católicos e os mórmons.”
Há um novo inclusivismo que proclama que qualquer um que seja sinceramente religioso estará no céu. Eu estive em uma conferência missionária não faz muito tempo, era sobre alcançar o mundo inteiro com o evangelho, e havia várias pessoas lá que trabalhavam naquela organização. E me perguntaram, não me lembro se foram três, quatro ou cinco vezes, acho que foram quatro vezes, a mesma pergunta: as pessoas que nunca ouviram o evangelho estão realmente perdidas?
Essa é uma pergunta estranha de ser feita quando você faz parte de uma organização missionária. Você pensaria que em algum momento você teria respondido isso, certo? Mas o que você percebe é que eles têm uma metodologia sem teologia. Muito habilidosos na metodologia, mas não têm ideia do que é a teologia. E quando eu disse: "Se uma pessoa não conhece o Senhor Jesus Cristo, ela irá para o inferno,” isso foi muito mais do que eles poderiam lidar.
Existe esse novo inclusivismo que diz que qualquer pessoa, em qualquer religião, que seja sincera, irá para o céu. E está sendo adotado por pessoas com Ph.D. de instituições teológicas e que têm títulos religiosos, e estão ampliando tudo. Francamente, todos esses Ph.Ds, líderes religiosos e teólogos poderiam aprender algo muito importante com escravos americanos sem instrução que conheciam a verdade, e inventaram uma pequena canção que dizia: “Todo mundo falando sobre o céu não vai para lá.” isso era verdade, e ainda é, e eles tinham uma teologia muito melhor do que os eruditos de hoje que querem incluir todo mundo.
Peter Kreeft, em seu livro Jihad Ecumênico, diz que budistas, confucionistas, protestantes, católicos e muçulmanos estarão todos no céu. “Talvez no céu os adoradores mais fervorosos de Cristo sejam muçulmanos piedosos.” Em seu livro, ele deu ao Alcorão o status divino como a Palavra de Deus. E ele diz: “Alá é apenas outro nome para Jeová.”
É assim que vai ser? Alguém em qualquer religião que seja sincero, particularmente uma religião monoteísta, estamos todos indo pelo mesmo caminho? Se isso for verdade, então certamente o povo judeu, judeus devotos, judeus ortodoxos, com certeza irão para o céu, porque pelo menos eles têm metade disso certo. Os muçulmanos não têm razão porque não acreditam que o Antigo ou o Novo Testamento seja a revelação singular de Deus.
Então poderíamos concluir que, se há um inclusivismo no evangelho, se os perdidos não estão realmente perdidos, se as pessoas que nunca ouviram o evangelho não estão perdidas, se as pessoas que nunca viram não apenas um Novo Testamento, mas nunca viram um Velho Testamento não estão perdidas, se os muçulmanos estão indo para o céu, se os budistas estão indo para o céu, se quaisquer outras formas de religião estão a caminho do céu, se é assim, então certamente para a verdade absoluta as pessoas estão indo para o céu porque você não pode se aproximar mais do cristianismo do que isso. Se estar longe o levará até lá, certamente estar perto o levará até lá, certo?
Quão próximo está o judaísmo? Nós acreditamos no Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Nós temos isso em comum. É verdade. Acreditamos na natureza santa de Deus como santa, santa e santa. Acreditamos em sua onipotência, sua onipresença, sua onisciência, sua imutabilidade, os grandes atributos de Deus, os atributos incomunicáveis de Deus. Nós acreditamos que Deus é Criador, sustentador, juiz soberano. Eu posso pegar um rabino, podemos nos sentar e podemos concordar com tudo isso.
Acreditamos que o Deus do Antigo Testamento seja o criador, o sustentador. Ele é o cuidador, o consolador de seu povo. Ele é o consumador da história e etc. Nós acreditamos nisso. Nós acreditamos no Deus do Antigo Testamento. Nós acreditamos no pecado. Nós acreditamos na justiça. Nós acreditamos na obediência à lei de Deus. Nós acreditamos que existe apenas um Deus, e que a idolatria é uma violação blasfema do primeiro e grande mandamentos, adorar somente àquele único Deus. Nós concordamos com isso. Concordamos que Deus deve ser adorado e somente Deus deve ser adorado. E se alguém quiser adorar a Deus, tem de levantar mãos santas e um coração puro. Nós acreditamos nisso. Acreditamos em virtudes como amor, humildade, honestidade, gentileza e perdão.
E também é interessante, você pega um grupo de judeus e você tem todos os mesmos heróis, porque os heróis da fé estão listados no capítulo 11, de Hebreus. Eles são todos heróis do Antigo Testamento. Então nós temos todos os mesmos heróis. Quando eles citam Jeremias, ou citam Isaías, como alguns dos rabinos que falavam, ou quando falam sobre Davi, ou quando falam sobre Moisés ou Abraão, esses são também são os meus heróis.
E então também temos o mesmo pai da fé no sentido de que Abraão é o pai de Israel, e Abraão é o pai da fé para aqueles que creem, diz Paulo em Gálatas. Há muita coisa que nos une, mas o que nos separa é infinito. É infinito. E a ilustração disso está bem aqui no nosso texto.
Jesus está pregando para o povo judeu. Pregando a judeus fastidiosos, ortodoxos, devotos, piedosos, zelosos e apaixonados que acreditam no Deus de Abraão, Isaque e Jacó, que creem na lei dos profetas e do Hagiógrafo, os escritos sagrados, que são as três seções do Antigo Testamento. Eles acreditam na Palavra de Deus como revelada no Antigo Testamento. Eles acreditam nas promessas de Deus. Eles acreditam no único e verdadeiro Deus, o Senhor é um, o Senhor é um, certo? O Shema. É nisso que eles acreditam. Eles são monoteístas.
Eles são sérios quanto à lei de Deus. Eles são meticulosos quanto aos detalhes da lei de Deus. Eles desejam guardar a lei de Deus. Eles desejam adorar a Deus, honrar a Deus. Eles têm o templo para onde vão e adoram a Deus, e eles seguem as prescrições das cerimônias, os sacrifícios, todas as festividades, festas, luas novas, sábados, e tudo isso. Eles estão nisso completamente. Nós diríamos que eles são os ortodoxos dos ortodoxos.
Esse é o tipo de judaísmo que existia no tempo de Jesus. Havia algumas ramificações, havia alguns liberais entre os judeus que não eram o que chamaríamos de fundamentalistas clássicos ou ortodoxos. Esses seriam os saduceus, eles eram os liberais religiosos. Havia alguns que eram politicamente orientados, os zelotes, que estavam mais interessados nas questões políticas. Havia os essênios, que eram monásticos, que eram os contra o sistema, antissociais, que viviam nas cavernas do Mar Morto.
Mas, na maior parte, o ponto de vista vasto e dominante do judaísmo era o que era articulado pelos escribas e fariseus. E era um compromisso muito claro com as Escrituras do Antigo Testamento. Então você pode ver que isso seria o mais próximo que você chegaria à verdade.
Eles estavam realmente fascinados por Jesus. De fato, o grupo a quem ele fala aqui é chamado de “discípulos,” no versículo 20, se você voltar ao início do registro do sermão de Lucas. Eles são chamados de "discípulos.” Ou seja "alunos.” Eles se dedicaram a se tornar alunos de Jesus. Era assim nos tempos antigos. Você não se sentava necessariamente em uma sala de aula. Se você quisesse ser ensinado, escolheria seu mestre e o seguiria, e os mestres se moviam em um tipo de ambiente de mentoria de vida com os seguidores, seus alunos, seus aprendizes, mathētēs.
E assim essas pessoas, milhares delas, se identificaram com Jesus e, é claro, ele foi o mestre mais popular de todos os tempos, porque ninguém jamais foi capaz de fazer o que ele fez em termos de milagres físicos ou milagres espirituais, expulsando demônios. Ninguém nunca ensinou da maneira como ele ensinou. Ninguém tinha as palavras profundas que ele tinha. Ninguém nunca falou do jeito que ele falava. E assim ele atraía a maior multidão.
E assim esses estão seguindo Jesus, eles estão fluindo com ele dia após dia, e ele chega a esse ponto. Eles já estão no sistema judaico. Eles já estão em um nível de devoção que os atrai para Jesus como porta-voz de Deus. Assim, eles estão interessados no que Deus tem a dizer. Eles podem estar convencidos de que Jesus é o Messias. Alguns deles estão, outros não, alguns deles estão em transição.
Eles estão em todo o mapa. Eles são uma multidão mista de pessoas que, em um grau ou outro, estão interessadas em Jesus. Alguns são verdadeiros discípulos e outros não, e então tudo está no meio, no caminho para Cristo, ou talvez no caminho para longe, se desiludindo com o que Ele disse, como frequentemente acontecia.
Mas esse é o grupo a quem Ele fala, gente muito religiosa. Eles estão tão perto da verdade quanto possível, porque aceitaram todo o Antigo Testamento, estão adorando o Deus do Antigo Testamento, e estão procurando o cumprimento das promessas do Deus do Antigo Testamento, na vinda do Messias e a salvação que virá com ele. Então é o mais perto que você consegue. E eles seguem a Jesus.
E Jesus nunca diz a eles: “Vocês estão bem, vocês estão perto o suficiente. Perto é bom.” Ele nunca diz isso. Isso não é o jogo de bocha. Perto não é suficiente. Quão perto eles estavam? Versículo 36: “Por que vocês me chamam de 'Senhor, Senhor?'” Isso é bom. É apropriado chamar Jesus de "Senhor?" Sim, é. É apropriado chamar Jesus de Senhor. “Por que vocês me chamam de 'Senhor, Senhor?'” Bem, você poderia dizer: “Porque nós respeitamos muito o Senhor. O Senhor tem poder divino. Fala a verdade divina. O Senhor é definitivamente Deus, então nós o chamamos de "Senhor, Senhor.”
O que significa kurios? Bem, significa “senhor, mestre.” Também é usado no Antigo Testamento grego, a Septuaginta, para traduzir a palavra “Jeová.” A essência do que o está chamando de “Senhor, Senhor” repetido significa não apenas “mestre,” mas “o mestre dos mestres, o senhor de todos os senhores, o senhor mestre.” E não somente isso, mas “alguém que fala por Jeová.”
Isso está chegando perto. Se você está no judaísmo, não no budismo, no hinduísmo, no islamismo ou qualquer outra coisa, você está no judaísmo, isso é perto. Não só isso, você está seguindo e aprendendo com o Messias, o Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, e você está afirmando que ele é o mestre dos mestres que fala por Deus. Isso é bom. Isso é muito bom.
Mas Jesus diz: "Com tudo isso, não é suficiente.” Admirar Jesus me assusta, me deixa muito nervoso quando as pessoas admiram o fato de eu proclamar a Cristo. Eu preferia que eles se ressentissem, isso não me deixaria nervoso. Para dizer: "Bem, estamos muito felizes de ter você que ama a Cristo, você sabe, vem conosco." Isso me deixa muito nervoso porque se você pode se convencer de que Jesus é apenas um mestre para ser admirado, isso é um grave erro de cálculo. Jesus não aceita isso. Ele diz: “O problema é que você me chama de 'Senhor,' mas não faz o que eu digo. Esse é o problema. Eu não estou procurando por sua curiosidade. Eu não estou procurando por seu fascínio. Eu não estou procurando por sua admiração. Eu estou lhe dizendo o que é ser um verdadeiro seguidor.”
E eles começaram, você se lembra, nos versículos 20 a 26, onde ele diz: “Os verdadeiros seguidores são arrependidos, eles olharam profundamente em suas vidas, e avaliaram sua verdadeira falência espiritual. Eles são pobres, espiritualmente pobres. Eles estão famintos. Eles estão chorando. E eles estão separados.”
E então Jesus virou a esquina e disse: “Além disso, aqueles verdadeiros discípulos meus não apenas odeiam seus próprios pecados, mas amam seus inimigos.” E essa foi a segunda seção dos versículos 27 a 38, na qual olhamos para a única evidência de uma vida transformada pela virtude de amar os inimigos. Então Jesus disse: “Meus verdadeiros discípulos odeiam o pecado em si mesmos e amam até os que os perseguem.”
Há um ódio em um verdadeiro discípulo que é humanamente inexplicável, porque o homem, pela sua própria natureza caída, superestima sua própria bondade, certo? Apenas a obra de Deus no coração, o trabalho de convicção, pode levar uma pessoa a uma avaliação correta de sua falência espiritual. Assim, os verdadeiros discípulos tiveram essa obra de Deus operada em seus corações. Eles são os quebrantados e contritos que o Senhor não despreza, mas recebe.
E, em segundo lugar, não é normal amar seus inimigos. Não é normal ser gentil com aqueles que odeiam, perseguem e prejudicam você. Não é natural fazer isso. E essa é outra evidência da obra de Deus. Do lado negativo, Deus faz o trabalho de o ajudar a ver quão ruim você é. E então, no lado positivo, ele faz o trabalho de lhe dar tanta bondade que você literalmente transmite perdão àqueles que o feriram. Essa é a obra de Deus no coração de um verdadeiro discípulo.
Então vimos na semana passada, versículos 39 a 45, que um verdadeiro discípulo teve a obra de Deus em seu coração para que ele odeie o pecado, a obra de Deus em seu coração para que ele ame seus inimigos, e a obra de Deus em seu coração para que ele siga a Cristo somente. Ele não segue os guias cegos. Ele não segue os mestres da terra. Ele não segue hipócritas que não conseguem tirar algo do olho porque têm algo maior em seu próprio olho. Ele não segue árvores infrutíferas ou árvores cujos frutos são maus.
Jesus está dizendo que isso é o que todos os outros religiosos falsos são, eles são líderes cegos dos cegos, eles são mundanos, e não podem levar você para mais longe do que eles mesmos podem ir, então as limitações deles se tornam as suas também. Eles não podem ajudá-lo com aquilo que está em seus olhos, com o que é destrutivo em sua vida, porque eles têm algo tão enorme em seus próprios olhos. E tudo o que eles produzem é fruto ruim, maldade e iniquidade. E assim tudo se isola para Cristo.
Se você está indo para o Reino de Deus, se você está indo para o Reino dos céus, se você está indo para receber a salvação, se você está indo para o céu, então Deus deve estar fazendo aquela obra de arrependimento, aquela obra de produzir um amor não natural, e isolando você para seguir o verdadeiro mestre que é Jesus Cristo.
E então Ele chega à conclusão do sermão e diz: "Você continua me chamando de 'Senhor, Senhor,' mas o problema é que você não faz o que eu digo." Não estou em busca de um tratamento preferencial. “Por que você me chama de 'Senhor, Senhor,’ e não faz o que eu digo a você?” É bom me chamar de “Senhor.” Se você não o chama de “Senhor,” você não pode ser salvo, Romanos 10.9-10: “Se com a boca você confessar Jesus como Senhor e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo.” Isso é bom.
1Coríntios 12.3: “Nenhum homem pode chamar Jesus de Senhor a não ser pelo Espírito Santo.” O Espírito Santo faz uma obra em seu coração, leva você ao lugar onde você chama Jesus de Senhor, e você o confessa como Senhor, e então é salvo. Isso é muito bom. Mas não faça o seguinte, confessá-lo como Senhor com a sua boca e não obedecê-lo, isso é inaceitável.
Agora, ouça o que estou dizendo aqui. Quão perto você tem de estar para ser salvo? Bem, hoje há pessoas que dizem: “Ah, se você é sincero em qualquer religião, você estará no céu. Se você é um pagão perdido em algum lugar na parte remota do mundo, nunca ouviu nada sobre a Bíblia ou Jesus, e você é uma boa pessoa tentando viver de acordo com o que quer que seja, você estará no céu. E se você faz parte de uma religião monoteísta organizada, como o islamismo ou qualquer outra coisa, você certamente é bem-intencionado, você estará no paraíso. E se você é um católico romano, mesmo que você esteja um pouco confuso sobre quem é o verdadeiro redentor, Maria ou Jesus, você estará no céu.
“E certamente você não pode chegar mais perto do que ser um judeu, um judeu ortodoxo que aceita todo o Antigo Testamento e é cuidadoso em segui-lo, e se você chegar tão perto, certamente você tem de estar no céu. E, puxa, se você acha que Jesus é um bom mestre, por que, claro, você vai estar no céu, porque aquelas pessoas que nunca ouviram falar dele estarão no céu.”
Mas todo esse tipo de pensamento sobre Jesus devasta, porque bem aqui ele diz, com efeito: “Você pode acreditar em todo o Antigo Testamento. Você pode me chamar de 'Senhor,' e ir para o inferno.” No relato de Mateus sobre essa passagem, Mateus 7.22-23, Mateus registra que Jesus disse: “Muitos, naquele dia, vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, nós não profetizamos em seu nome? E em seu nome não expulsamos demônios? E em seu nome não fizemos muitos milagres?’ Então lhes direi claramente: ‘Eu nunca conheci vocês. Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal.’”
Ouça isto, pessoal. Não são apenas as pessoas que não conhecem a Cristo que não são salvas; pessoas que confessam a Cristo não são salvas em muitos casos. Estar perto não conta. E Jesus está dizendo: "Olha, se é só uma questão de me chamar de 'Senhor, Senhor,’ e não fazer o que eu digo, isso não importa. Isso não é suficiente.” Na verdade, é uma espécie de profanação. Não é a profanação da rua. É a profanação do santuário. Você está profanando o nome do Senhor. Você está usando o nome dele em vão. Nada é mais blasfemo do que dizer “Senhor, Senhor” com a boca e não fazer o que ele diz. Isso é um beijo de Judas, não é? É um beijo de Judas.
E é isso que Jesus está dizendo aqui. Ele está dizendo: “Você tem de deixar o judaísmo e vir a mim.” Em João 1.12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome.” Ou seja, seu nome significa tudo o que ele é, e tudo o que ele fez. Se você quer ser um filho de Deus, precisa crer em Jesus Cristo. Você tem de receber Jesus Cristo. Nós sabemos disso. Esse é o evangelho.
Em João 6.40 - e esses são versículos muito importantes no ambiente de hoje, a qualquer hora, mas particularmente hoje - Jesus diz em João 6.40: “De fato, a vontade de meu Pai é que todo aquele que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna.” Você tem de ver o Filho, saber quem ele é, acreditar nele para ter a vida eterna. Sem Cristo, sem salvação.
Em Atos 4.12, Lucas fala sobre Jesus Cristo, a quem Deus ressuscitou dos mortos. “E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.” Nós cobrimos parte disso em uma série de duas partes que eu fiz alguns meses atrás chamada “Sem Evangelho, Sem Salvação.” Mas não há qualquer outra forma de ser salvo.
E as pessoas sempre vão - esta é a pergunta seguinte: “Bem, bem, como eles vão ouvir o evangelho?” E minha resposta é muito simples. Se Deus quer que eles sejam salvos, ele vai levar o evangelho a eles, certo? Isso é um problema difícil para ele?
Romanos 10 diz isso explicitamente - e eu me referi a esse texto - como poderia ser dito. Romanos 10.10 “A palavra está perto de você, na sua boca e no seu coração,” isto é, a palavra da fé que pregamos. “Se com a boca você confessar Jesus como Senhor, e em seu coração crer que Deus o ressuscitou dentre os mortos, você será salvo.” É isso. Creia no Cristo que foi o Senhor, que ressuscitou dos mortos, “Porque com o coração se crê para a justiça e com a boca se confessa para a salvação.” Não pode ser mais claro do que isso.
1Coríntios 16.22 diz: “Se alguém não ama o Senhor, seja anátema! Em 2Tessalonicenses, capítulo 1, diz que Deus virá em juízo feroz contra aqueles que não obedecem ao evangelho. O evangelho de Jesus Cristo é um mandamento. As pessoas são ordenadas, os pecadores são ordenados, todos nós somos ordenados a acreditar em Jesus como Senhor e Salvador.
Aqui está o Senhor falando para as pessoas mais religiosas possíveis, as pessoas na religião certa, o judaísmo. Isso é o mais perto que você pode chegar, pessoas consumidas e absorvidas por sua religião e até mesmo fascinadas por Jesus, admirando Jesus, dizendo coisas tão magnânimas quanto poderiam dizer sobre Jesus. "Mestre, Mestre, Senhor, Senhor, Porta-voz de Deus." Quero dizer, esse é o máximo que podem - isso é educado, gentil e tão admirável quanto possível.
Mas Jesus diz: isso não significa nada se você não fizer o que eu digo. E o que eu digo é que você tem de reconhecer seu pecado, ver que você é pobre, prisioneiro, cego e oprimido, que você é o pobre, que você é o faminto, o faminto realmente espiritual, que você é o triste sobre quem deve haver luto sem fim, por causa de sua separação de Deus.
Eu estou dizendo que você tem de olhar para si mesmo e se ver como um pecador, então você tem de olhar para mim e me ver como seu Senhor, e clamar a Deus por misericórdia. Mesmo antes da cruz, eles precisavam reconhecer seu pecado, clamar pela graça e misericórdia de Deus em suas vidas pecaminosas, e não depender de sua autojustiça, que é, é claro, o que o sistema fez, como acontece hoje, mesmo agora.
Algumas dessas pessoas mais tarde, no último dia, Jesus diz, no dia do julgamento, vão dizer: “Senhor, nós profetizamos em teu nome. Nós expulsamos demônios em teu nome. Fizemos muitos milagres em teu nome.” Mateus 7.22 fala sobre isso. Fizemos em teu nome, três vezes, em teu nome, em teu nome, em teu nome. Nós não apenas te chamamos de “Senhor, Mestre,” mas nos tornamos devotos a ti. Nós pensamos que estávamos ministrando em teu nome. E Jesus diz: “Afastem-se de mim, vocês que praticam o mal.”
Quão perto é perto o suficiente? Perto não conta nada. O judaísmo não conta. O judaísmo que reconheceu Jesus como porta-voz de Deus não contou. O judaísmo foi tão longe a ponto de realmente tentar funcionar em nome de Jesus, e havia algumas pessoas entre os judeus que estavam tentando expulsar demônios em nome de Jesus. Lembre-se, os discípulos relataram isso a ele. Perto não conta. Você tem de fazer o que ele disse. O que ele disse, claro, foi que você deve reconhecer o seu pecado, clamar a Deus pela graça, misericórdia e perdão.
Jesus pregou e veio pregando o arrependimento, certo? Em outras palavras, o sistema dizia: "Você é justo. Você é bom o suficiente. Se você fizer cumprir estas regras, Deus irá aceitá-lo.” A mensagem de Jesus era: “Você não é bom o suficiente. Você está amaldiçoado Você está condenado, você é sem esperança. Você é pecador. Reconheça isso. Clame a Deus por misericórdia, uma misericórdia que Deus lhe concederá por minha causa. Confesse-me como seu Senhor.” Isso é o que Ele estava mandando que fizessem.
Era algo realmente necessário - abandonar literalmente o judaísmo, abandoná-lo. Isso é o que ele estava pedindo. Não adianta você me admirar. Não adianta me chamar de "Senhor.” Não adianta dizer que você está ministrando em meu nome se não fizer o que eu disse. É o padrão de obediência que começa com a crença, obedecendo ao evangelho.
O evangelho é um mandamento para crer e ser salvo e, depois, um padrão contínuo de obediência. João 8.31: “Se vocês permanecerem na minha palavra, são verdadeiramente meus discípulos,” mathētēs alēthōs, os verdadeiros. Se você continuar a obedecer o que eu digo, você é meu verdadeiro discípulo. E isso tem sido reiterado por todo o Novo Testamento. O verdadeiro filho de Deus é aquele que o obedece. Leia isso em 1João 2.6: “quem diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou.” Não me diga que você é um crente se você não obedece à Palavra de Deus. Se você é um crente, a Palavra de Deus, o Espírito de Deus habita em você. Você não continua em um padrão de pecado que é ininterrupto.
Veja, ele estava dizendo: "Você me chama de 'Senhor,’ mas não faz a vontade de meu Pai.” E qual é a vontade de Meu Pai? “Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo, ouçam-no.” Ou, nas palavras de João Batista, o profeta de Deus: “Este é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.” Você tem de me ver como seu Salvador que carrega o seu pecado, como seu Senhor e Deus.
Algumas pessoas têm Deus em seus lábios, mas não em seus corações. Isso é um tipo de profanação. Tiago 1.22 coloca desta maneira: “Sejam praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando a vocês mesmos.” É sempre assim. Veja o versículo 47 e como Jesus o expande: “todo aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica.” Você vem a Cristo, ouve o evangelho e o pratica.
O que isso significa? Você obedece, você faz o que o evangelho ordena. Você acredita, recebe, se arrepende, confessa. Todos os mandamentos do evangelho: Arrependa-se do pecado, confesse seu pecado, creia no Senhor Jesus, receba o Senhor Jesus. Isso é o que é necessário. Só isso basta. E ninguém menos do que isso está indo para o céu, eu não me importo com a religião em que eles estão, mesmo que seja o judaísmo, mesmo que seja o cristianismo, mesmo que seja alguém aqui nesta igreja.
E então Ele dá uma ilustração que é inesquecível. “Aquele que vem a mim, ouve as minhas palavras e as pratica” – isso é obediência – “Vou lhes dizer com quem ele se parece. Ele é semelhante a um homem que, ao construir uma casa, cavou, abriu profunda vala” - isso é meio que a ideia de arrependimento, cair profundamente na realidade de minha própria vida e também profundamente na verdade de Deus - "e lançou o alicerce sobre a rocha.” A rocha é um termo do Antigo Testamento para Deus, certo? E “alicerce” é um termo do Novo Testamento usado para Cristo várias vezes, principalmente em 1Coríntios 3.11.
Então você se aprofunda na realidade espiritual, você cava profundamente, e coloca o fundamento em um leito de pedra. "E quando veio a enchente,” como acontecia frequentemente e ainda acontece ocasionalmente em Israel, muito parecido com a Califórnia. É um clima muito seco, quase idêntico ao nosso clima aqui, e quando você tem chuvas torrenciais, leitos de rios secos começam a inchar e as inundações começam a levar casas, e é exatamente isso que você tem. Eles estariam bastante familiarizados com esse tipo de imagem, um cara constrói sua casa, coloca uma fundação, a enchente aumenta à medida que as chuvas chegam, a água ultrapassa as margens do leito seco, as torrentes explodem contra a casa, a linguagem é muito gráfica e vívida, as águas batem contra aquela casa e não a podem abalar, por ter sido bem construída. E “bem construída” é simplesmente um resumo de tudo o que foi feito: cavou fundo, estabeleceu um alicerce em uma rocha. Tem tudo a ver com alicerce.
A casa é sua vida religiosa. A casa é sua vida na igreja. A casa é seu judaísmo. A casa é a sua atividade, cerimônia religiosa, etc. A tempestade é um julgamento divino. A tempestade virá de Deus. É a fúria de Deus. Mas não pode abalar essa casa porque está em um alicerce inabalável. O alicerce no Antigo Testamento é a rocha que é Deus. O alicerce no Novo Testamento é Cristo.
Mas nós podemos estender isso. Em Mateus 7, Jesus diz: “Quem ouve a minha palavra e a pratica, quem ouve a minha palavra e a pratica,” refere-se a “estas minhas palavras.” E aqui você tem a mesma coisa no versículo 47: “Ouve as minhas palavras. Então, o que você tem aqui é a mensagem de Cristo, que é sobre Deus como a rocha, sobre Cristo como o alicerce, e o evangelho. Assim, quem quer que construa sua vida no evangelho, na grande pedra angular do evangelho de Mateus 16: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.” Esse é o leito rochoso, alicerce fundamental. Quando você desce e constrói sua vida em Deus, em Cristo, e no evangelho, tempestades de julgamento nunca podem mover sua casa. Esse é alguém que não admira a Jesus simplesmente, mas que o abraça como Senhor e Salvador.
Por outro lado, o versículo 49 diz que você tem uma alternativa. “Mas o que ouve e não pratica é semelhante a um homem que construiu uma casa sobre a areia, sem alicerces, e, quando as águas bateram contra ela, logo desabou; e aconteceu que foi grande a ruína daquela casa.”
Essas são casas religiosas, a propósito, construídas aparentemente da mesma maneira, pelo menos superficialmente, construídas na mesma área porque a mesma tempestade afetou ambas. Assim, uma é a verdade e outra é o judaísmo. Elas estão próximas. Jesus está vindo, ele está trazendo a verdade, a verdade da nova aliança. Está próxima do judaísmo. Ele não está falando de alguma religião do outro lado do planeta, ele está falando sobre o judaísmo, a religião da época e do povo. E ele o está retratando como uma casa sem um alicerce.
E quando a tempestade do julgamento vem, essas duas casas lado a lado, elas devem parecer pelo lado de fora, para alguém que é apenas um espectador, como se tudo estivesse bem, maravilhoso, um edifício religioso foi construído, mas quando o julgamento vem, aquela sem o alicerce é destruída. Nem sempre dá para ver isso. Nós olhamos para a vida de alguém, mesmo na igreja, e não sabemos se Cristo está realmente lá ou não. Não sabemos se o alicerce está lá ou não. Não sabemos se ele cavou fundo com o arrependimento, se ele entendeu sua verdadeira condição diante de Deus, clamou por misericórdia, abraçou o Salvador. Não sabemos se isso aconteceu ou não, ou se a pessoa está fazendo tudo no automático.
Recebi uma carta há duas semanas de um homem que disse que, depois de 22 anos envolvido no ministério da Grace Church, foi salvo. Ele pode ter me enganado. Me enganou. Eu sou facilmente enganado. Eu não posso ver o alicerce assim como você não pode ver o alicerce da minha casa. Mas onde houver um alicerce, a casa vai resistir ao julgamento.
Novamente, a chave aqui é não admirar a Cristo, é obedecê-lo. E se você percorre todo o caminho, você é um judeu ortodoxo, você percorre todo o caminho, você até admira Jesus, você pode pensar que ele é um profeta. Você pode pensar que ele fala por Deus. Você pode pensar que ele é um grande mestre. Você chega tão perto, que pode até decidir identificar-se com ele de alguma forma, talvez se tornar um professor liberal em um seminário liberal e falar sobre Jesus o tempo todo.
Talvez você se torne um pastor liberal em uma igreja liberal. Talvez você se torne parte de uma seita que fala sobre Jesus. Talvez você se torne parte de um movimento evangélico que fala sobre Jesus e se identifica superficialmente com ele. Mas o alicerce não está lá. Você pode chegar tão perto de se identificar com Jesus, até mesmo ministrar em seu nome, e toda a sua vida vai ser uma grande ruína. O que ele está falando ali, claro, é sobre o castigo eterno. O castigo eterno.
Para concluir, é tão importante cavar profundamente. É tão importante ter uma compreensão honesta e profunda de sua condição, e uma profunda compreensão do evangelho. O cristianismo tornou-se tão superficial, tão sem profundidade, sem fundamento, sem aração profunda, sem trabalho de pá, sem quebrantamento de coração, sem lamento, sem realmente enfrentar a obstinação, a falta de profundidade.
A superficialidade produz uma conversão superficial. Mas essa é uma pessoa que busca a verdade do evangelho, que abraça o ensino de Cristo e se aprofunda. Sem pressa, sem uma conversão rápida, sem uma confissão de última hora, mas considerando o custo real, cavando fundo com uma atitude de penitência. Essa é a pessoa que sabe que o alicerce é tudo. Não importa realmente como é a casa, a decoração não vai determinar sua capacidade de sobreviver.
Então você tem uma escolha, a escolha mais importante que você já fez. E a escolha é entre a religião condenatória e Cristo. OK? É isso aí. E tudo, menos Cristo, é religião condenatória. Ela lança as pessoas para o inferno, não importa o que promete ou o que afirma sobre o céu. E, na verdade, nem todo mundo que fala sobre o céu vai para lá, e a menos que pela verdadeira obediência ao evangelho você se arrependa, confesse, acredite, receba a Cristo como o alicerce, você não sobreviverá ao julgamento divino.
Jesus falou mais sobre o inferno do que sobre o céu, a fim de alertar os homens sobre sua realidade. E é exatamente isso que ele quer dizer quando diz: "A ruína daquela casa foi grande.” Que Deus, por sua graça, ajude você a fazer a escolha certa. Uma coisa é escolher ir para o inferno, outra coisa é escolher ir para o céu, mas acabar no inferno porque você escolheu um engano. Não há salvação em outro que não seja Cristo.
Pai Nosso, nos lembramos do velho hino, parafraseando um pouco: “Em nada ponho a minha fé senão na graça de Jesus. A minha fé e o meu amor estão firmados na Rocha, que é Cristo, pois qualquer outro lugar é areia movediça.” Agradecemos por tua graça para nós. Nós te agradecemos por ter aberto nosso coração a Cristo, por termos vindo a ele, por termos ouvido e agido.
Nós te agradecemos, ó Deus, por energizar a nossa fé, por despertar as nossas almas mortas e por virmos a Cristo em toda a sua glória, e mesmo através das nossas percepções frágeis e ignorantes, vimos o Salvador e soubemos de nossa necessidade, e nós o abraçamos. Pai, que nos lembremos consistentemente de que não há salvação em nenhum outro lugar. É tão incrível, Senhor, dizer isso. Mesmo quando eu estava dizendo isso na televisão na outra noite, que se alguém não acredita em Jesus Cristo, não há outro caminho de salvação, e as pessoas ficaram tão chocadas com isso, mas foi o que o Senhor disse.
Você pode vir ao judaísmo em sua forma mais devota. Você pode reconhecer Jesus como o grande mestre que fala por Deus. Você pode fazer as coisas em seu nome e ir para o inferno. E se isso pode acontecer tão perto, é certamente a norma conforme aumenta a distância de Cristo. Ajuda-nos a saber que foi por isso que tu nos mandaste ir a todo o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura, e ensiná-las a observar todas as coisas, Jesus disse: “Tudo o que vos tenho ordenado.” Tu queres a obediência. Queremos obedecer na força do teu Espírito.
Ó Deus, que hoje tu desperte corações, ainda que nosso coro tenha iniciado o culto nos lembrando da necessidade de um despertamento, que haja um despertamento do Espírito Santo em nossos corações para nossa verdadeira condição, e para a realidade de que somente Jesus Cristo é Salvador. E que possamos vir, ouvir e agir em obediência ao evangelho. Para esse fim nós oramos por tua glória. Amém.
FIM
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